Distância

distância 15.0km

Duração

duração 4:00h

Percurso

tipo de percurso circular

Dificuldade

grau de dificuldade algo difícil

Desnível acumulado

desnível acumulado 204m

Altitude máxima

altitude máxima 142m

Altitude mínima

altitude mínima 27m

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tipos de baliza de socorro:

meios terrestres

por meios aéreos

tipos de percursos:

percurso socorro meios 4x4

percurso socorro a pé

Percurso

Enquadrada na Freguesia de Ortiga, a “Rota da Ortiga Sul”, permite um contacto com zonas agrícolas, zonas de pastagem e zonas piscatórias.

Desenvolve-se contactando com duas ribeiras (Boas Eiras, a sul e Eiras, a norte) e o maior rio da península ibérica (Tejo, a sul), permitindo identificar as Três Províncias (Beira-Baixa, Ribatejo e Alentejo).

É um percurso muito rico e diversificado. Com sensações inesquecíveis proporcionadas pelos ambientes ribeirinhos do Vale do Tejo. Pode deleitar-se com a diversidade natural e patrimonial, pode observar testemunhos da remota origem do Tejo, sua relação milenar com os povos que aqui se fixaram até à actualidade.

Uma imersão de cheiros e sons da natureza proporcionada pelo grande rio Tejo. Poderá ver um barco picareto ainda teimosamente pronto a navegar, cruzar-se com gentes da pesca e sentir a relevância de um rio que urge proteger.

Adequada para praticantes de BTT, diversos pontos de água potável (fontes) disponíveis.

Ao nível das acessibilidades principais, Ortiga é servida por duas paragens ferroviárias (Apeadeiro Ortiga e Apeadeiro Barragem Belver, ambos na linha da Beira Baixa) e pela A23 (Nó Ortiga-Mação).

Património Natural

No percurso desta rota podemos observar bonitos ecossistemas ripícolas compostos espécies arbóreas como o freixo, amieiro, choupo-negro, salgueiros, sanguinho de água, sabugueiro entre muitas outras espécies. Pelos campos podemos encontrar muitas espécies interessantes que em tempos compunham bonitos habitats mediterrânicos. Além do sobreiro e da azinheira encontramos espécies como a aroeira, a cornalheira, o aderno-bastardo, a tamagueira. Entre muitas espécies pode encontrar várias espécies de orquídeas europeias, assim como outra raridade o lírio-amarelo-dos-montes mais precisamente um Iris xiphium e o mais interessante é que se trata da subespécie lusitanica. Ao percorrer estes campos também as oliveiras milenares não vão passar despercebidas. A fauna aqui é riquíssima desde lontras, à gineta há muito que ver basta um pouco de atenção, aqui poderá encontrar um grande número de aves umas mais raras como a águia-pesqueira, entre outras mais comuns como o abelharuco, o guarda rios, o papa gigos, a poupa, o maçarico das rochas, entre muitas outras. De realçar que nesta região pode encontrar cinco espécies diferentes de andorinhas. A andorinha-dáurica, andorinha-dos-beirais, andorinha-das-chaminés, andorinha-das-rochas e a andorinha-das-barreiras. Mas esteja atento pois por aqui pode ainda ser surpreendido pelo grifo ou mesmo a cegonha negra.

Pela noite a dentro pode ser surpreendido pelo bufo-real, ou por outras espécies como a coruja do mato, a coruja das torres, o mocho galego, o noitibó cinzento ou o noitibó de nuca vermelha.

São centenas as espécies de flores que se podem encontrar neste território, flores que atraem vários polinizadores entre eles podemos referir a borboleta-carnaval que é atraída pela “erva-bicha”. Dentro de água peixes como o barbo, a boga, a fataça e observar bonitas “florestas aquáticas” compostas de plantas aquáticas do género Potamogeton entre outras.

No que diz respeito à geodiversidade destacam-se vários pontos de observação de dobras ou dos terraços antigos da origem da formação do rio Tejo. De grande relevância é o afloramento de rochas que em alguns pontos deste percurso podem ter cerca de 650 milhões de anos, sendo provavelmente as mais antigas de todo o Concelho de Mação, integradas na Zona Ossa Morena. Não deixe de observar também os bonitos meandros na ribeira de Boas Eiras, junto ao Poço do Pombal.

Património Cultural

Este percurso é muito rico em património, desde a Pré-História à Idade Moderna. Nele se pode observar as ruínas do Balneário de Vale de Junco, que testemunham a intensa exploração deste território em época romana, associada à exploração agrícola do Vale do Tejo, mas também à riqueza da exploração de minério nas serras de Mação. Na Ribeira de Boas Eiras, situado na Zona conhecida por Poço do Pombal, está moinho do Lercas, local de transformação dos grãos do trigo, milho ou centeio em farinha, de roda horizontal, Junto ao Moinho pode observar a Mina do Ti Antero, aproveitamento sábio do povo de um fenómeno geológico para ter água.

Neste percurso poderá deleitar-se com a Anta da Foz do Rio frio. Monumento. Com uma ampla câmara e um corredor pavimentado com lajes, este monumento terá sido construído há cerca de 6.000 anos, tendo sido reutilizado, pelo menos, até há cerca de 4.000 anos.

Ao longo do Tejo, a dado momento, pontuam as margens as famosas e seculares pesqueiras da Ortiga. Construções visando a pesca com assento na margem do rio Tejo.

Sem obstaculizar a circulação dos barcos no rio estes empreendimentos visavam criar condições, na veia de água do rio, que promovessem a formação de uma corrente de água contrária à do veio central por forma a atrair as espécies piscícolas que no seu natural processo de arribação, visando alcançar as zonas nobres de desova procuravam evitar a forte corrente do veio central do rio e encontrando uma corrente mansa e favorável logo a aproveitavam.Na margem direita do Tejo, desde a foz do Rio Frio à barragem de Belver, pese os seus diferentes estados de conservação identificamos, ainda hoje, 22 pesqueiras.

PONTO DE PARTIDA:

LARGO JOÃO OLIVEIRA CASQUILHO

N 39º 29' 3.541'' W 8º 1' 13.321''

PONTO DE CHEGADA:

LARGO JOÃO OLIVEIRA CASQUILHO

N 39º 29' 3.541'' W 8º 1' 13.321''

ÉPOCA DO ANO ACONSELHADA: PRIMAVERA, VERÃO, OUTONO, INVERNO

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