Distância

distância 21.57km

Duração

duração 6:00h

Percurso

tipo de percurso circular

Dificuldade

grau de dificuldade difícil

Desnível acumulado

desnível acumulado 533m

Altitude máxima

altitude máxima 439m

Altitude mínima

altitude mínima 267m

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tipos de baliza de socorro:

meios terrestres

por meios aéreos

tipos de percursos:

percurso socorro meios 4x4

percurso socorro a pé

Percurso

Enquadrada na Freguesia com o mesmo nome, a “Rota do Carvoeiro”, permite um contacto com o planalto norte do Concelho de Mação, entre as Aldeias e a bonita Praia Fluvial.

As cores, os sons e os cheiros, criam no pedestrianista uma sensação de paz e calma, vão tornar esta viagem, algo que apetece repetir.

Inicia-se na belíssima Praia Fluvial de Carvoeiro, de toda a região do Médio Tejo a que tem mais galardões da Associação Bandeira Azul, hasteando também todos os anos as Bandeiras de Praia Acessível e de Qualidade de Ouro (atribuída pela Quercus).

Desenvolve-se contactando com ribeira do Carvoeiro, até à Aldeia de Capela, onde pode ser observada a agricultura local e a sua riqueza frutícola.

Aqui o pedestrianista, poderá optar entre a Aldeia da Maxieira (percurso longo) e Aldeia de Balancho (percurso curto).

Após a passagem no ponto mais a Oeste da Rota, virá a Este em direção à Aldeia abandonada da Laje.

Seguem-se mais duas Aldeias: Sanguinheira e Frei João, onde se podem observar a tipologia do casario e muitos dos costumes ancestrais destes territórios.

Seguindo o percurso longo, chegamos à Fragas de Degolados, imponente formação rochosa e que permite uma vista magnifica sobre o Vale do Aziral.

Recomendado para os amantes do BTT. Todo o percurso é ciclavel.

Património Natural

A nível da flora autóctone, na rota do Carvoeiro pode encontrar uma rara floresta de Azereiros, uma árvore que remonta ao tempo das florestas laurissilva na Europa.

Outras espécies como o folhado, salgueiros, murta, urze roxa, urze lusitana, amieiro e sobreiro podem surgir no caminho. Nas margens das ribeiras pode encontrar o gigante feto-real que quando em condições propícias atinge alturas de 2 a 3 metros de altura. Nestas ribeiras serranas podemos encontrar a rã-ibérica, uma espécie endémica do noroeste da Península Ibérica. Nesta área pode encontrar as 3 espécies de pica-pau existente em Portugal. O peto-verde, o pica-pau-malhado-pequeno e o pica-pau-malhado-grande. Também podemos ser surpreendidos pela rara cegonha-preta ou então por espécies mais comuns como a toutinegra-de-cabeça-preta. Com sorte, pode ainda avistar animais como a corça, o esquilo ou no topo de uma rocha o solitário melro azul.

De referir a existência de uma geologia diversa com a presença das Dobras do Aziral e das estruturas sedimentares em bola de Balancho. Estas estruturas têm sido relacionadas com o movimento de glaciares, quando esta região se situava junto ao pólo sul! Destaca-se também a Fraga dos Degolados que se formaram, também, quando toda esta região estaria localizada no hemisfério sul da Terra.

Património Cultural

Para além de toda a arquitectura vernacular que pode observar nas aldeias que encontra neste percurso, tem a possibilidade de comtemplar a abandonada Aldeia da Laje. A Laje é um pequeno lugar perdido no meio dos montes, o nome deriva do facto desta pequena aldeia abandonada estar construída em cima de uma grande lage. Aquando da observação atenta das paredes e muros das casas nota-se que a maioria dos blocos são característicos da unidade geológica que lhes serve de suporte à construção. A memória popular conta que em tempos a propriedade pertencia a uma única família, mas aquando da morte do dono foi herdada por dois irmãos que depressa se envolveram em disputas pelas terras. A solução passou pela divisão da propriedade, pelo que se observam duas casas em ruínas de maiores dimensões.
A zona é muito fértil e ainda hoje alguns habitantes locais plantam nos campos milho verde para pasto. A água é proveniente de uma grande lagoa que existe perto. Um pequeno passeio em redor das ruínas permite ver muitas estruturas de apoio como tanques, eiras, fornos e no interior da maior casa é possível observar pelos vários níveis de telhado as múltiplas reconstruções que foram feitas ao longo dos anos devido a crescimento da família.

PONTO DE PARTIDA:

PRAIA FLUVIAL DO CARVOEIRO

N 39º 37' 47.280'' W 7º 55' 24.240''

PONTO DE CHEGADA:

PRAIA FLUVIAL DO CARVOEIRO

N 39º 37' 47.280'' W 7º 55' 24.240''

ÉPOCA DO ANO ACONSELHADA: PRIMAVERA, VERÃO, OUTONO, INVERNO

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